Credibilidade é o fator crítico do RH. Ainda estamos em uma era de maior necessidade de um apoio mais consistente do RH no Brasil. É certo que algumas já avançaram em uma valorização de seu papel, mas porque então, tantos RH penam para aprovar orçamentos mais consistentes, projetos mais ousados ou mesmo serem considerados em intervenções corporativas?

Pretendo trazer uma visão prática de minha vivência ao longo de 30 anos em mais de 400 organizações brasileiras e globais.

Boa parte dos RH’s cometem erros primários de posicionamento por melhor que sejam suas intenções. Quais são os 6 erros mais comuns que afetam a credibilidade do RH?

  1. Não assumir seu protagonismo – Muitos gestores e BP’s, quando recebem uma carteirada de um executivo, cedem imediatamente e se colocam submissos à vontade externa ao invés de discutir, discordar e argumentar. Desta foram encontramos muitos profissionais de RH fazendo uma função de despacho de necessidades de seus clientes internos.

 

  1. Visão romântica – quando se trata de um plano de ação em RH, é fácil notar se as intenções são realísticas ou alinhadas com uma vontade ingênua baseada no humanismo. É valoroso ver iniciativas no desenvolvimento humano, mas o erro clássico do RH é não perceber que o real interesse executivo são os resultados, pouco importando os meios para tal. RH precisa falar de negócios e resultado, caso contrário será visto como um departamento necessário para controles que evitem problemas de legislação.

 

  1. Entender que RH é o departamento – Outro clássico equivoco é assumir que toda e qualquer mudança que envolva pessoas passa pelo RH. É fundamental compreender que toda é qualquer mudança passa por todos da empresa. Cada gestor precisa ser seu próprio RH. Desta forma, é importante entender que o papel do RH é construir um espírito de rh em cada gestor e equipes.

 

  1. Tratar os outros de forma infantilizada – Ao longo de minha carreira, o que mais vi foi RH’s querendo intervir e dizer o que é certo e errado em cada área. Nem todo mundo tem a maturidade para receber críticas.

 

  1. Não ter profundidade no negócio – Quando se fala em RH entende-se de falar de pessoas, mas o outro erro base é ignorar que lucro e resultados são os que ditam os interesses genuínos da empresa. A língua do Rh deveria ser negócios de forma humanizada.

 

  1. Querer agradar para ser aceito – Toda e qualquer pessoa ambiciosa, e no mundo corporativo não faltam ambientes e elementos para estes estímulos, quer se alinhar de certa forma com seu superior. Muitas pessoas conseguem fazer de si mesmas um perfeito molde da perspectiva do chefe. Alinhar-se para um nível acima, não é errado, no entanto, quando alguns executivos encontram pessoas que não são totalmente preparadas, com alto nível de ambição e articulação relacional, podem se tornar presas fáceis de um discurso ilusório altamente convincente.

O RH precisa ser o protagonista de laços e mudanças, precisa entender o negócio a ponto que sua presença seja requerida e não imposta, que suas ideias agreguem e não sejam mais uma viagem, que consiga trazer os elementos da performance costurados com a cultura e humanismo.

Coragem, pessoas que cuidam de gente! As empresas precisam de vocês e é hora de entender que o verdadeiro protagonismo em RH, gestão e gente, desenvolvimento de talentos ou qualquer nomenclatura vigente, é na verdade o protagonismo de todos com gente.

Louis Burlamaqui

Ceo do Hatlas Institute