Quando David Ulrich, um renomado consultor, perguntou para Majed Romaithi, diretor executivo da ADIA (Abu Dhabi Investment Authority, uma instituição de investimentos mundialmente diversificada, sobre o que ele pensava sobre noção do tempo, ouviu uma resposta pouco convencional: “os melhores líderes são aqueles que usam o tempo para conduzir mudanças onde quer que elas sejam necessárias”.

A pressão é um elemento de rotina na vida de um líder executivo, seja ele um Ceo ou não. Sem pressão, não há movimento e sem movimento não há evolução empresarial. A busca contínua por resultados leva qualquer pessoa com um mínimo senso a se sentir confortável e mais segura quando encontra alguém que entrega resultados e fala aquilo que o executivo quer ouvir. É comum encontrar executivos complemente envolvidos nos seus desafios e fazendo com que todos abaixo estejam respondendo às pressões dos resultados, simplesmente entregando os resultados. Ou seja, cada um olhando para seu umbigo.

Quando se depara com pessoas envolventes, dinâmicas e que trazem resultados, é comum encontrar alguns executivos suspirando e com um pensamento comum do tipo: menos uma coisa para eu preocupar.

Na busca de uma visão maior em um mundo completamente volátil, executivos cometem erros primários em relação aos seus imediatos quando se deixam seduzir apenas pelos bons resultados, por uma aliança relacional e até mesmo afetiva.

Onde está a miopia executiva neste caso? O erro que muitos cometem é enxergar apenas o resultado e o ponto de vista de uma pessoa: seu imediato. Ás vezes, estas pessoas, entregadoras de resultados são estragadoras de pessoas e de culturas. Muitos deles não permitem decisões que não sejam suas, centralizam tudo, criam um clima de desconfiança, alta pressão para baixo e colocam todo mundo ocupado com suas “obrigações”.  Executivos que se relacionam basicamente com sua equipe imediata estão sujeitos a analisar somente números e este é um terrível equivoco.

Construir ambientes onde se possa ter movimento circulares e menos hierárquicos evitam os lideres intermediários sedutores. Quando executivos escutam e dão abertura para que os membros das equipes de seus lideres possam se manifestar, questionar, participar e ousar, mais condição terá de fazer ajustes de cultura e ambiente e não apenas focar no resultado.

Líderes visionários cuidam dos resultados e da cultura. Considere se você não está acomodado ouvindo e lendo os relatórios somente.

Gosto muito de uma frase de John Madden: “os líderes precisam olhar bem o que não querem ver e escutar o que não querem ouvir”.

Louis Burlamaqui

Ceo do Hatlas Institute